Saudações,
Um dos mais interessantes escritores: Lord Byron. Suas obras são fantásticas, apesar de conter um caráter sombrio. Ele inspirou a sociedade epicuréia através dos seus contos. Pode parecer estranho pelo fato do poema abaixo tratar de morte e coisas fúnebres, mas acho que a poesia é entendida de várias formas pelas pessoas. E, apesar da melancolia, o poeta é um fingidor, este poema pode tratar de várias coisas que não sejam morte. O mais "sinistro" é que os versos foram escritos em uma taça feita de crânio humano, o que faz com que tenha mais interpretações ao poema:
Uma taça feita de um crânio humanoNão recues! De mim não foi-se o espírito...
Em mim verás - pobre caveira fria -
Único crânio que, ao invés dos vivos,
Só derrama alegria.
Vivi! amei! bebi qual tu: Na morte
Arrancaram da terra os ossos meus.
Não me insultes! empina-me!... que a larva
Tem beijos mais sombrios do que os teus.
Mais vale guardar o sumo da parreira
Do que ao verme do chão ser pasto vil;
- Taça - levar dos Deuses a bebida,
Que o pasto do réptil.
Que este vaso, onde o espírito brilhava,
Vá nos outros o espírito acender.
Ai! Quando um crânio já não tem mais cérebro
...Podeis de vinho o encher!
Bebe, enquanto inda é tempo! Uma outra raça,
Quando tu e os teus fordes nos fossos,
Pode do abraço te livrar da terra,
E ébria folgando profanar teus ossos.
E por que não? Se no correr da vida
Tanto mal, tanta dor ai repousa?
É bom fugindo à podridão do lado
Servir na morte enfim p'ra alguma coisa!...
Lord Byron
(Tradução de Castro Alves)
Fonte: http://www.spectrumgothic.com.br/home.htm
Tenham uma bela semana!
SSBardot. (AVISO: Sofie Simons Bardot é um pseudonome, portanto, não é real)