Ache...

sábado, 30 de agosto de 2008

E o olhar no castelo


Não sei exatamente qual é a parte que esse conto fará do livro que estou escrevendo...mas colocarei apenas um pedacinho dele aqui:
"E o olhar no castelo.

Aqueles olhos de cores estranhas chamaram a sua intenção. Ela pode vê-los a quilômetros de distância. E a tanta distância, pode ver, senti-los e apaixonar-se por eles. E ela o seguiu. Andava em direção aqueles belos olhos estranho sem se importar com nada, sem se importar com o que encontraria pelo caminho. Não se sabia bem quem ele era, só se sabia que ela havia entregado-se completamente aos seus domínios até chegar ao seu castelo."

Hummm... desculpem a demora pra postar! Em breve... o livro pronto!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

O vulto do pesadelo de inverno


Eu estava passeando pela cidade escura e fria de inverno. Estava tudo tão tranqüilo e bonito. Aquele vento gelado que circulava na cidade me deixava tão feliz. E, quando menos espero, começa a cair uma chuvinha fina e gelada. Isso deixou a cidade, de certo modo, charmosa.
Quando me aproximo de um banquinho da cidade, que fica no meio de uma das praças, ouço um choro e, inicialmente vejo um vulto. Aquela jovem chorava e soluçava. Seu rosto pálido, sua boca e unhas com um leve tom de roxo. Ela tremia de frio e a chuva percorria todo o seu corpo. Ela estava com as mãos na cabeça e seu cabelo caia sobre o rosto. Eu queria animá-la. Senti pena de aquele perdido ser. Quando me aproximei mais, consegui ver um pouco de suas feições que aparentavam inúmeras coisas, entre elas, uma beleza insana. (se for usar este texto dê os créditos)
De certo modo, tentei acalmá-la, porém sou um ser que não pode ser sentido e nem tocado, um ser de difícil natureza. Sussurrei doces palavras no seu ouvido, mas nada aconteceu. Fiquei sentado ao seu lado por um longo período da noite. Quando a lua cheia estava em seu auge, um homem e uma mulher aparentemente altos e elegantes seguraram a mão da menina e disseram a ela: - Vamos para casa! Ela ergueu a cabeça e quase sorriu, mas o sorriso não passou de um desenho em seu rosto suave.
Eles, segurando a mão daquela doce criatura, foram caminhando até perdessem na escuridão. Eu permaneci sentado no banco, imóvel, tentando entender aquele momento.
Logo após disto ela acorda. Sinto-me tão invencível ao entrar nos sonhos de alguém. Seus olhos brilharam quando ela viu que estava em casa. Em seguida, novamente adormeceu.
Por Sofie Simons Bardot
(este é o segundo conto da série: Anjos da Noite, que estão sendo postados aos poucos aqui enquanto termino o livro). Tenha uma abençoada semana!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Minhas Elegias.

Bom, como sempre, procuro escrever alguma coisa. Não sei se entenderam bem o que eu quis dizer com estes versos, mas espero que gostem. E, caso queiram utilizar os textos, não se esqueça de escrever os créditos, apesar de Sofie Simons Bardot ser um pseudonome.

Apenas um simples mortal
Um ser que sangra
E sente frio, ódio, dor
Arrepio
Capaz de matar seu amor
Um simples ser
De minha imaginação
Que tem sentimento
É inquieto
Sombrio
Feliz apenas perto do desejo
Da alma morta
E da vida mórbida
Porém este ser também sangra
Causa dor, amargura e rancor
Se feliz não existe
Mas quando triste
A ferida se abre
E ele sangra
E procura seu sonho
E vê que está no pesadelo
E que demora para amanhecer
Adormece seu pensamento
Mais puro e sincero
Torna-se irascível o pior dos seres
E ele sangra e torna-se humano
Machuca quem está por perto
Mas ele esquece
Que aquele que foi ferido
Também o faz sangrar

Por Sofie Simons Bardot (Dê os créditos apesar de ser um pseudonome)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Elegias

Saudações,
Um dos mais interessantes escritores: Lord Byron. Suas obras são fantásticas, apesar de conter um caráter sombrio. Ele inspirou a sociedade epicuréia através dos seus contos. Pode parecer estranho pelo fato do poema abaixo tratar de morte e coisas fúnebres, mas acho que a poesia é entendida de várias formas pelas pessoas. E, apesar da melancolia, o poeta é um fingidor, este poema pode tratar de várias coisas que não sejam morte. O mais "sinistro" é que os versos foram escritos em uma taça feita de crânio humano, o que faz com que tenha mais interpretações ao poema:
Uma taça feita de um crânio humano

Não recues! De mim não foi-se o espírito...
Em mim verás - pobre caveira fria -
Único crânio que, ao invés dos vivos,
Só derrama alegria.

Vivi! amei! bebi qual tu: Na morte
Arrancaram da terra os ossos meus.
Não me insultes! empina-me!... que a larva
Tem beijos mais sombrios do que os teus.

Mais vale guardar o sumo da parreira
Do que ao verme do chão ser pasto vil;
- Taça - levar dos Deuses a bebida,
Que o pasto do réptil.

Que este vaso, onde o espírito brilhava,
Vá nos outros o espírito acender.
Ai! Quando um crânio já não tem mais cérebro
...Podeis de vinho o encher!

Bebe, enquanto inda é tempo! Uma outra raça,
Quando tu e os teus fordes nos fossos,
Pode do abraço te livrar da terra,
E ébria folgando profanar teus ossos.

E por que não? Se no correr da vida
Tanto mal, tanta dor ai repousa?
É bom fugindo à podridão do lado
Servir na morte enfim p'ra alguma coisa!...

Lord Byron
(Tradução de Castro Alves)
Fonte: http://www.spectrumgothic.com.br/home.htm
Tenham uma bela semana!
SSBardot. (AVISO: Sofie Simons Bardot é um pseudonome, portanto, não é real)