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domingo, 28 de março de 2010

Simples e Tito III

MINHA INSPIRAÇÃO sumiu! Mas não como somem as coisas de que precisamos. Talvez sumisse como aquelas coisas que nunca usamos e quando precisamos, pecebemos que acabamos de a perder. Meu analista diz que eu a perdi por algum motivo trágico. Sei que não foi por isto. O motivo é o mesmo que você terá (ou já teve) quando arranja um emprego e um prazo de entrega!

Daí eu entrei em desespero. Sensação de perseguição cognitiva, como na época de vestibular. A minha salvação neste caso é de que eu tive uma época muito produtiva com relação aos textos. Meu cérebro sempre adubado, germinava qualquer coisa que se plantasse. Depois as ideias surgiam sem muita necessitade e se mantinham por elas mesmas, como a terra pouco fértil da amazônia mas que garante sua biodiversidade.

Só que agora realizaram queimadas e eu nem percebi. Lá se foi meu solo, minha vegetação latifoliada, minhas araras e macaquinhos. Enfim, eu consegui um emprego de uma forma meio suspeita. Publicava os textos que eu escrevia na época da faculdade num blog, mas não o levava a sério. Porem Carlos Xerxes, que hoje eu chamo de patrão, me contratou assim.

É ironico, mas ele disse que eu tenho talento e me contratou para ser colunista. Aceitei na hora, uma chance dessas não se desperdiça. Duas semanas comemorando e escrevendo textos até que ela se vai. E sem despedida, porque assim eu poderia me preparar. Isso me deprime demais, é sério. Ainda mais quando penso que isso funcionava quando era apenas uma brincadeira e depois, quando vira um meio de ganhar dinheiro para comprar gibi, some!

Semana passada quando... (continua)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Você tem um espírito de porco?


VOCÊ JÁ DEVE TER ouvido esta frase alguma vez na vida: "fulano tem espírito de porco". Mas o que você não deve saber é de onde vem essa frase.

A história sobre 'o espírito de porco' está narrada na bíblia. No evangelho segundo Mateus a história diz que foram dois homens, já em Marcos e em Lucas diz que foi apenas um, sendo assim contaremos como se hovesse apenas um homem endemoniado.

Antes disso, devemos dizer que o homem endemoniado vivia na região dos Gadarenos, que é um território gentio de Decápolis, o que explica a passagem da manada de porcos que é um animal considerado impuro pelos Judeus. Segundo a biblía de estudos, a diferença na quantidade homens citados em cada um dos evangelios pode ser pelo fato que Mateus tivesse algum conhecimento de outro homem ou que os outros dois evangelhos quisessem enfatizar apenas um deles.

Havia um homem que estava possuído por uma legião ('porque somos muitos') de demônios. Por isto, este homem vivia em sepulcros e andava nu, o que pode nos mostrar o quão mórbido seria a vida dele. E ninguém conseguia apartá-lo dali e muito menos o prender, já que ele conseguia despedaçar as cadeias e os grilhões. Logo adiante o homem se encontra com Jesus que os expulsa.

Nesta hora passava por perto uma manada de porcos, e foi onde os demônios entraram. Possuindo-os, os porcos cairam no abismo, caindo ao mar e se afogando. Segundo a biblía de estudos, abismo é um local de confinamento de espíritos, no qual, segundo relata Apocalipse 20. 1-3, Satanás será preso por mil anos. Abismo também pode ser entendido como "poço sem fundo", "escura morada dos mortos".

O homem ficou livre e restaurado e correu até a cidade para contar tudo o quanto Jesus havia feito por ele. O texto pode ser encontrado em Mateus 8. 28-34, Marcos 5. 1-20 e em Lucas 8. 26 - 39. Depois de contar a história a biblía também relata sobre o espanto das pessoas ao ver o milagre que havia ocorrido e como o homem estava limpo, vestido e em perfeito juízo.

Mas a expressão designa uma pessoa ranziza e que causa constragimentos. A expressão também está ligada a má fama de sujo que vem do porco. Durante a época da escravidão a expressão foi mais utilizada já que nenhum escravo queria matar o porco pois acreditava que o espírito ruim passaria para quem fizesse tal coisa. Daí diz-se de que quem faz um ato malevólo, está tomado pelo espírito.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Simples e Tito - Parte II

Parte I


Eu nunca ganhei meu primeiro videogame como os outros meninos. Isso foi traumático. E mesmo agora, 12 anos mais tarde, conto isto a vocês com imenso pesar na memória. O comercial passou e não tardei a pedir um a meu pai. Pedir não seria quase como ordenar. Eu não era de fazer pirraça, mas desta vez eu fiz. Era uma chance de me tornar bom em alguma coisa e recuperar meus amigos (não que eu os tenha perdido). E como todo pai fala, ele disse que iria perguntar a minha mãe. E como toda mãe fala, eu só iria ganhar se me comportasse.

É tão difícil cumprir ordens! Enfim voltei à vida em sociedade e fui comer mais algumas amoras para refrescar o cérebro. Depois, passei à casa de Jordânia, minha melhor amiga, e sentamos nos beirais da varanda a conversar horas a fio. Já estava de tarde e minha mãe foi me chamar. Despedi-me de Jordânia e corri para casa. Mamãe ia sair e deixaria minha irmã e eu aos cuidados de Tia Perpetua.

As ordens me foram claras. Posso simplificá-las como sendo: Não faça nada que você faria normalmente e, sobretudo, não mecha com o cachorro. Mas não adiantou, se passaram 20 segundos e eu estava entediado. Os meus amigos tinham saído. Jordânia e Ana Júlia estavam estudando junto de Tia Perpétua, e eu estava ‘sozinho’. Mas nada que um bom e novo amigo canino.

O nosso cachorro não era bem nosso, uma amiga da minha mãe estava viajando e deixou-o lá em casa. Fui até a garagem onde ele estava gentilmente hospedado e abri a porta. O cachorro estava dormindo, mas eu não. Cheguei bem perto dele, mas decidi o deixar em paz quando achei minha bola de basquete. Para pegá-la, precisava passar pelo cachorro. Com todo o cuidado do mundo, dei um pulinho sobre Bob (é, era o nome do cão), mas na volta, o pé esbarrou nele. E eu cai! A bola também e bateu na cabeça de Bob.

Eu corri, corri como vocês não imaginam. Tive a nítida impressão de tratar-se de um urso e não de um cachorro! Subi numa das árvores lá de casa, que até hoje, não sei quais frutos davam. Fiquei ali por horas ouvindo Bob latir. Estava anoitecendo, ele cansou-se e foi dormir de novo. Fiquei tranquilizado até notar que eu não sabia descer e estava escurecendo. Mas eu gritei. Gritei bastante. Tia Perpétua também me gritou bastante. Mas não ouvíamos um ao outro.

Mamãe chegou com o videogame e uma bronca. Eu consegui descer de modo mágico, mas que me rendeu uns arranhões estranhos. Fiquei nervoso quando soube que só iria poder brincar com o videogame no outro dia, então fui ver TV. Eu estava com muita raiva, liguei a TV em qualquer buraco e ela queimou! Resultado: Quem ganhou o meu primeiro videogame foi meu primo Pedro, o injustiçado de todas as histórias que chorou tanto por isto. O próximo só apareceu quando eu tinha 8 anos, e ainda era o modelo antigo.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Le fame, Le vie. Moi, Marílie!

Música: - L'ombre et la lumière - Coralie Clement (uma música doce para pequenas tragédias)

Depois de dar o ar aos acordes, a dama de vestido branco, brincos dourados e pulso perolado, desce do palco. Em meio a aplausos febris, ela acena para todos. Levanto-me para ajeitar a sua cadeira. Ela oferece mais sorrisos e cumprimentos aos senhores e senhoritas que também se levantam em nossa mesa.

Ela lança seu olhar delicado e negro para mim e depois os fecha. Assim, subitamente. No último suspiro, ela é lançada no chão, chega a cair com certa graça. Seus cabelos cor de canela se espalham esvoaçados, dando vida às ondas de seus quase cachos. Ela caiu aos meus pés;

Todos a cercam, sem saber o que aconteceu. Sua mão sobre o busto e a boca entreaberta, não era um desmaio qualquer. Sou empurrado para trás pelos fotógrafos, que só abrem caminho para o médico passar.

O doutor a examina e abre seus olhos, verifica o pulso, e dá por fim a sentença: Marílie está morta! Ele a cobre com um pano diáfano e verde, e os enfermeiros a tiram logo dali.

Não pode ser! E não o era. Chego a casa e descubro que eram tudo fingimentos. Coisa de diva cansada, que temia as jactâncias futuras. Marílie precisava de um tempo para recordar sua qualidade de melindre cosmopolita. Era um pensamento pueril. Mas Marílie assim o quis, e agarrou-se tanto a ele que o fez.

Estava na capa de todos os jornais, mas nada que a França não mudasse. Por lá, era conhecida, mas não tanto quanto cá; e para lá foi. Deixou seus fãs, sem explicação e partiu.

Marílie muda-se para uma chácara que fica num outeiro. E lá passa seus primeiros quinze dias, a olhar tudo. Depois um pouco de andaças pelas ruas parisienses, compras, jantares e festividades.

Mas ela cultiva toda sua energia enquanto estiver por lá. Ninguém a perturba. Tempos depois a família mudou-se para a sua chácara e até hoje, todos lá vivem.

Todos os franceses sabem quem é ela. Mas ninguém fala mais nada. Apenas contentam-se com a cândida Marílie. Hoje diz ela que é mais feliz. Observa a vida, canta e lê - seu exercício predileto.

À tarde reúne alguns primos, seus irmãos e mais uns cinco amigos perto de um laguinho, e lá tocam, comem, contam histórias e vivem. Vivem como sempre quiseram. Conhecidos mas ignotos.

Ahh! Suspiro e ar puro, sobre os aplausos das árvores. De certo que ela sentiu falta de tudo isto um dia. Não da fama, mas da verdade. Apenas anunciou onde estava. E livrou-se de um peso na consciência.

Mas continuou lá. Paris foi a sua máxima inspiração. Marílie casou-se, teve dois filhos. E continuou sua vida assim, numa chácara francesa... E nada mais!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Simples e Tito (parte I)


Pois bem, vamos ao ponto! Eu fui um ótimo filho, melhor seria impossível, tudo isto segundo minha mãe. Porém, caso alguém diga a ela: “Tito era um amorzinho de criança” ela discorda. E não está sem motivo. Tia Perpetua que o diga! Mesmo com o passaporte carimbado para sua casa a hora que quisesse, o meu fascínio era pular o muro e depenar o pé de amora de sua casa.


Outra coisa que me era inquietante: as tardes em que meu primo mais novo, o Pedro, ia passar lá em casa. Meu amigo Paco sempre estava lá. Adorávamos implicar com Pedro, não sei por quê. Quanto mais que ele se irritasse mais o perturbávamos até ele ir brincar com as meninas. Três minutos depois ele voltava resmungando, prometia dar em troca alguma guloseima fora de hora, e depois, brincávamos normalmente, sem implicar nem nada.

Para mim, o futebol no campinho perto da minha casa era obrigatório. Mas os machucados eram indispensáveis. Uma vez quebrei a perna. Mas o que doía na verdade era a minha cabeça e coração, de decepção e tristeza por saber que meu time agora perderia o melhor atacante dos dois times: Eu. Sempre achei que seria impossível de ganhar sem mim.


Minha mãe saiu correndo de casa para me socorrer. Eu não costumava me machucar muito como os outros, mas quando acontecia era pra valer. Quando ela chegou, eu estava tentando levantar e jogar. Ela me agarrou subitamente, me colocou no carro e seguimos até o hospital. Nesta hora a raiva me invadia, era para eu estar jogando! Nem me dei conta de que fui atendido nesse tempo até a hora de colocar o gesso.


O grande problema do médico é que eu era vingativo. Na minha mente de criança de sete anos a culpa era todo dele já que, se ele não existisse, eu não precisaria me consultar e continuaria a jogar. Não pensei duas vezes. Na hora que ele chegou perto, eu o agarrei pelas orelhas e dei-lhe uma cabeçada. Ninguém socorreu o médico. Primeiro veio uma grande equipe me conter, colocar o gesso e me mandar logo para casa.


Quando cheguei a casa, descobri que meu time ganhou, mesmo sem eu. Fiquei muito arrasado. Para mim estava provado de que eu não jogava futebol como antes. Eu me achava um fracasso. Tive uma reação ‘anormal’: fiquei emburrado e disse que não queria mais falar com ninguém. Meu pai até que tentou me fazer voltar ao normal, mas foi em vão. Durante a minha semana exclusivo-reflexiva, ele jogou todos os jogos de tabuleiro que nós tínhamos, até passar O comercial e eu pedir um videogame.

(Continua na próxima semana)

História de Ana Júlia, irmã de Tito (clique aqui).

sábado, 22 de agosto de 2009

Canção de despedida

A estrada em frente vai seguindo
Deixando a porta onde começa
Agora longe já vai indo
Devo seguir, nada me impeça;
Em seu encalço, vão meus pés,
Até a junção com a grande estrada,
De muitas sendas através.
Que vem depois? Não sei mais nada. ¹

Tuda festa vai ficar
É seu último silencioso olhar
Sem mais uma palavra
Nas costas as luzes,
As vozes, os campos, as barracas.

Só deixar tudo para trás
Um descanço nas montanhas
Porque agora sinto que é
Coisa demais

(Flautas, gaitas e tambores)

Deixar um anel
Seus presentes, etiquetas
Cheias de risadas e caras amarradas
Do condado à noite parte
A carruagem e o velho
O senhor Bilbo
Vai pela estrada a frente

(Coral)

Escrito por: Sofie Simons Bardot - 03/08/2009

>> Notas: ¹ Retirado do livro: Senhor dos anéis, a sociedade do anel.

domingo, 17 de maio de 2009

Inspiração?



Eu viajei sem sair daqui
Flutei além das nuvens
Vi nascer o sol do meu pequeno planeta
Escrevi muitas cartas
E todas elas voltaram
Fiz desenhos, misturei cores
E nenhuma poesia eu fiz

Libertei a alegria
Me vesti só colorida
E dei outra volta no mundo
Li livros
Vi você passar
Fui caminhar nas estrelas
Passei o dia ouvindo música
E não fiz nenhuma poesia

Eu só olho o violão quebrado
E as folhas em branco
Memórias no lixo
Tudo desperdiçado
Fiz tudo, tudo isso
E nenhuma poesia eu fiz

Só porque meu mundo
Anda assim
Ninguém o entende além de mim
E eu só tenho fotos
Retratos, quadros
E nenhuma
Nenhuma poesia eu fiz

Sofie Simons Bardot (pseudonimo)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Apenas demais

Já não somos mais o que somos
E sempre seremos
Certos demais
Errados demais
Perfeitos demais
Estranhos a mais

E deixaremos cair uma lágrima
Implorando para que dure mais
E não a enxugaremos
Porque não queremos mais
Chorar

Só por sentir que estamos fracos
Vem o desejo de ser forte
Mas era um tempo errado demais
E pensamos em sentir como é ser um rosto
Mas era tarde demais
E perfeito demais

Já deixamos cair outra lágrima
E agora durou muito mais
Esgotamos tudo
E não queríamos mais
Chorar

E só sentir
Como é sentir
Como é conhecer
Como é exagerar demais
Pra depois sofrer demais
E se arrepender de quase tudo
Tendo uma só certeza
E descobrindo como é ser

quinta-feira, 26 de março de 2009

Navegar é Preciso



Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: “Navegar é preciso; viver não é preciso”.

Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:

Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.

Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.

É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.

**
Um pequeno texto de Fernando Pessoa que aprecio muito. Ele me diz de tudo um pouco. E a você? O que te diz o texto? Navegar é preciso!
A inspiração estava neste blog e acabei achando esse poema e recordando um pouco dele: http://olegario.wordpress.com/

sexta-feira, 6 de março de 2009

Diário de rosas brancas - II

O catador

Eu sentei em um banco da pracinha minúscula, li um pouco de Fernando Pessoa. Quando terminei uns Três poemas dele, deixei o livro de lado e observei toda a agitação daquela cidade. Abri meu caderno e fiz este desenho:

É o desenho de um homem que a pouco vi passar. Não vi seu rosto. Não sabia seu nome. Tudo que eu sabia é que ele era catador. Tudo que eu sabia é que para quem vem daqui, ele não é ninguém. Ele não tem rosto. Mas para ele, que vê como ele só vê, empurrar aquele carrinho é um fardo. Todo dia, empurrar o mesmo carrinho, reciclar papelão e latinha. E sem reclamar. Essa é sua única forma de alimentar sua família que dorme embaixo da ponte.

Ele não teve oportunidade, como muitos homens daqueles enormes prédios tiveram. Tudo o que conseguiu foi isso, por não ter oportunidade. Para ele, aqueles arranha-céus eram pequenos, só pela importância que tinham pra ele.

Reciclava seu papelão, um trabalho até ecológico, mas cansativo e que alimentava a sua família que estava com frio e fome embaixo da ponte. E saia. Não pensava em outra vida. Não tinha tempo para pensar. O mais importante era ele e a família, e todo o resto ignorava. Exceto o céu cheio de nuvens cinza, que era a hora dele parar de catar. Mas o que importava? Já que tudo para ele é cinza. As suas estrelas não brilham. Seu céu não tem luar.

E isso foi tudo que dele vi passar, e tudo que vi em seu rosto, sem poder enxergar.

Parte I - http://contosdesofie.blogspot.com/2008/07/dirio-de-rosas-brancas-i.html
Por: Sofie Simons Bardot (pseudonome)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Poesia: Quem és tu?



Quem és tu?
Dono de todo doçura
Carinho, paixão e formosura.
° °
Oras! Quem és tu?
Meu adjetivo predileto
Para o amor
Meu desejo de ser
Em seus braços o que
Em sonho sou.
° °
Quem és tu?
Dono do meu silêncio?
És o meu amor perfeito
Sedento de ti?
E de quem mais?
° °
Quem és tu?
És algo além de sonho?
°° Por Sofie Simons Bardot °°


Um pouco de literatura e romantismo em novas postagens.
Imagem de: http://alojaeasverdades.blogs.sapo.pt

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

November Rain


Aqueles passos rápidos
Os tênis desamarrados
O céu que contraria a chuva
Naquela noite de novembro
Contra ele e em direção
Uma moça e seu violão
Uma paz e gotas de orvalho
Um sorriso bem calado
E aquela triste solidão
Noites súbitas, sem compaixão
Tão amarga ela se vai
O amor que contraria a vida
Não vá assim, triste despedida
E seu rosto empalidecia
Um silêncio e as mágoas do céu
Fazem-se, alegria escondida no véu
E contra o vento eles caminham
Sem direção e sem rumo
Mas em breve revela o futuro
Uma surpresa agradável a tudo
Para que eles se encontrem
E sobre as árvores os belos acordes do violão
E ele chega cantando aquela velha canção
E o destino os abraça
Sobre as chuvas naquela praça
Um belo romance que se inicia
E o futuro uma surpresa se guarda
Eis que a noite vem chegando
E o senhor, alegre cantando
A pensar na sua beleza
E o encontro do eterno
Com a paixão ardentias...
Amor para lembrar em eternos dias
Solidão que se vai tardia
E duas almas que se encontram
Sobre aquelas gotas da chuva de novembro
Sobre o doce relento
Tardio acorde que se cala
E o beijo que se fez

Por: Juliana Santos e Sofie Simons Bardot

terça-feira, 2 de setembro de 2008

E o que eu direi ao acabar?


Você já parou para analisar as músicas que você canta? Não no som, na qualidade, mas no que é a sua essência, a letra? Tenho começado a fazer isto há algum considerável tempo e comecei a analisá-las com, digamos, profunda atenção. Tenho um caderno (perdido), em que eu costumava anotar todas as músicas que eu poderia um dia usar como trilha sonora nos meus filmes. Mas não só dos meus filmes, mas da minha vida também.
Um dia, conversando com um amigo sobre letras e tal, disse a ele que uma música que eu nunca queria cantar no final de minha, não como resumo de tudo que fiz ou farei, mas como resumo do meu eu seria a música epitáfio do titãs. Confesso que a acho inteligente e a letra interessante (muito bem composta), mas não se resume ao que eu quero ser. Talvez ao que eu sou, mas não o que eu quero ser.
Para começar, epitáfio significa: Inscrição sepulcral; breve elogio fúnebre. (dicionário Soares Amora)
Não estava errada quanto ao fato de não querer cantá-la ao final da vida. Não quero que na minha inscrição – não me tratem como uma pessoa mórbida é apenas uma análise – esteja escrito isto. A letra na íntegra: http://letras.terra.com.br/titas/48968/
Ela resume o que sou, mas não quero continuar sendo essa música. Eu quero me importar menos com problemas pequenos como os que, graças a DEUS, já acabaram. Sei que virá problemas, muito maiores que estes, mas não quero perder um pôr-do-sol (não o pôr-do-sol segundo a sua interpretação, mas segundo a minha). Não quero me arrepender por ter tido uma vida chata, com trabalhos e ter amado menos. Apesar de tudo que digo e que faço, quero falar isto aqui, como resumo: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.” (2° Timóteo 4:7)
Boa semana;
(obs.: Esse desenho também de lembrou um filme?)
Sofie Simons Bardot

sábado, 30 de agosto de 2008

E o olhar no castelo


Não sei exatamente qual é a parte que esse conto fará do livro que estou escrevendo...mas colocarei apenas um pedacinho dele aqui:
"E o olhar no castelo.

Aqueles olhos de cores estranhas chamaram a sua intenção. Ela pode vê-los a quilômetros de distância. E a tanta distância, pode ver, senti-los e apaixonar-se por eles. E ela o seguiu. Andava em direção aqueles belos olhos estranho sem se importar com nada, sem se importar com o que encontraria pelo caminho. Não se sabia bem quem ele era, só se sabia que ela havia entregado-se completamente aos seus domínios até chegar ao seu castelo."

Hummm... desculpem a demora pra postar! Em breve... o livro pronto!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

O vulto do pesadelo de inverno


Eu estava passeando pela cidade escura e fria de inverno. Estava tudo tão tranqüilo e bonito. Aquele vento gelado que circulava na cidade me deixava tão feliz. E, quando menos espero, começa a cair uma chuvinha fina e gelada. Isso deixou a cidade, de certo modo, charmosa.
Quando me aproximo de um banquinho da cidade, que fica no meio de uma das praças, ouço um choro e, inicialmente vejo um vulto. Aquela jovem chorava e soluçava. Seu rosto pálido, sua boca e unhas com um leve tom de roxo. Ela tremia de frio e a chuva percorria todo o seu corpo. Ela estava com as mãos na cabeça e seu cabelo caia sobre o rosto. Eu queria animá-la. Senti pena de aquele perdido ser. Quando me aproximei mais, consegui ver um pouco de suas feições que aparentavam inúmeras coisas, entre elas, uma beleza insana. (se for usar este texto dê os créditos)
De certo modo, tentei acalmá-la, porém sou um ser que não pode ser sentido e nem tocado, um ser de difícil natureza. Sussurrei doces palavras no seu ouvido, mas nada aconteceu. Fiquei sentado ao seu lado por um longo período da noite. Quando a lua cheia estava em seu auge, um homem e uma mulher aparentemente altos e elegantes seguraram a mão da menina e disseram a ela: - Vamos para casa! Ela ergueu a cabeça e quase sorriu, mas o sorriso não passou de um desenho em seu rosto suave.
Eles, segurando a mão daquela doce criatura, foram caminhando até perdessem na escuridão. Eu permaneci sentado no banco, imóvel, tentando entender aquele momento.
Logo após disto ela acorda. Sinto-me tão invencível ao entrar nos sonhos de alguém. Seus olhos brilharam quando ela viu que estava em casa. Em seguida, novamente adormeceu.
Por Sofie Simons Bardot
(este é o segundo conto da série: Anjos da Noite, que estão sendo postados aos poucos aqui enquanto termino o livro). Tenha uma abençoada semana!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Minhas Elegias.

Bom, como sempre, procuro escrever alguma coisa. Não sei se entenderam bem o que eu quis dizer com estes versos, mas espero que gostem. E, caso queiram utilizar os textos, não se esqueça de escrever os créditos, apesar de Sofie Simons Bardot ser um pseudonome.

Apenas um simples mortal
Um ser que sangra
E sente frio, ódio, dor
Arrepio
Capaz de matar seu amor
Um simples ser
De minha imaginação
Que tem sentimento
É inquieto
Sombrio
Feliz apenas perto do desejo
Da alma morta
E da vida mórbida
Porém este ser também sangra
Causa dor, amargura e rancor
Se feliz não existe
Mas quando triste
A ferida se abre
E ele sangra
E procura seu sonho
E vê que está no pesadelo
E que demora para amanhecer
Adormece seu pensamento
Mais puro e sincero
Torna-se irascível o pior dos seres
E ele sangra e torna-se humano
Machuca quem está por perto
Mas ele esquece
Que aquele que foi ferido
Também o faz sangrar

Por Sofie Simons Bardot (Dê os créditos apesar de ser um pseudonome)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Elegias

Saudações,
Um dos mais interessantes escritores: Lord Byron. Suas obras são fantásticas, apesar de conter um caráter sombrio. Ele inspirou a sociedade epicuréia através dos seus contos. Pode parecer estranho pelo fato do poema abaixo tratar de morte e coisas fúnebres, mas acho que a poesia é entendida de várias formas pelas pessoas. E, apesar da melancolia, o poeta é um fingidor, este poema pode tratar de várias coisas que não sejam morte. O mais "sinistro" é que os versos foram escritos em uma taça feita de crânio humano, o que faz com que tenha mais interpretações ao poema:
Uma taça feita de um crânio humano

Não recues! De mim não foi-se o espírito...
Em mim verás - pobre caveira fria -
Único crânio que, ao invés dos vivos,
Só derrama alegria.

Vivi! amei! bebi qual tu: Na morte
Arrancaram da terra os ossos meus.
Não me insultes! empina-me!... que a larva
Tem beijos mais sombrios do que os teus.

Mais vale guardar o sumo da parreira
Do que ao verme do chão ser pasto vil;
- Taça - levar dos Deuses a bebida,
Que o pasto do réptil.

Que este vaso, onde o espírito brilhava,
Vá nos outros o espírito acender.
Ai! Quando um crânio já não tem mais cérebro
...Podeis de vinho o encher!

Bebe, enquanto inda é tempo! Uma outra raça,
Quando tu e os teus fordes nos fossos,
Pode do abraço te livrar da terra,
E ébria folgando profanar teus ossos.

E por que não? Se no correr da vida
Tanto mal, tanta dor ai repousa?
É bom fugindo à podridão do lado
Servir na morte enfim p'ra alguma coisa!...

Lord Byron
(Tradução de Castro Alves)
Fonte: http://www.spectrumgothic.com.br/home.htm
Tenham uma bela semana!
SSBardot. (AVISO: Sofie Simons Bardot é um pseudonome, portanto, não é real)

terça-feira, 29 de julho de 2008

Diário de Rosas Brancas - I

A procura da resposta para um ignorante pensamento amargo


Um dia estava tentando entender o poder de um pensamento amargo. Mas apenas pensei e tentei o entender. Depois esqueci e achei que o que fazia um absurdo e voltei a escrever minhas cartas. Aquelas cartas me distraiam por um tempo, mas depois retornavam as mesmas idéias. Não entendia o porquê de tanto questionamento que eu comecei a fazer sobre o "poder" de um pensamento amargo. As cartas estavam começavam de um jeito e terminavam de outro. Não mais consegui concentrar-me. Fui para a sala e tentei tocar piano. Refleti sobre aquela harmoniosa música por um tempo e pensei: Como tão amargos pensamentos poderiam atrapalhar aquela melodiosa música.
Andei de um lado para o outro no jardim e o mesmo pensamento não me saia da cabeça. Tente analisar a mim mesmo e vi que essa insistência em tentar descobrir verdades por trás de pensamentos e idéias poderia deixar-me um pouco mal. Quando me deitei para descansar um pouco refleti sobre os últimos dias. E de tudo que me ocorrera. Vi que quando pensamos algo amargo, às vezes mesmo sem querer, acabamos deixando que ele saia e entre no coração de uma pessoa.
Antes o que era um pensamento amargo acaba ganhando forças e saindo de nós. E quando percebemos que eles saíram, vemos que já está sobre o domínio de outra pessoa. E aquele pensamento havia se transformado em fala. E esta fala feriu alguém. E o que eu deveria fazer para mudar o meu eu e parar de ter pensamentos tão amargos a ponto de ferir alguém ou a mim mesmo? Talvez a solução fosse ver o mundo e as pessoas de uma forma diferente e entender cada detalhe delas.
E perceber que todas são iguais a mim. E que o pensamento amargo dirigido a uma pessoa, antes ele veio de mim. E retornará a mim. E o porquê eu não sei. Minhas lógicas sem sentidos tentando explicar fatos mais uma vez. E é mais uma página do meu diário que se vai, procurando entender meu mundo. E nada mais.

Diário de Rosas Brancas, por SS Bardot.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

HELENA


Outra página do caderno de poesias! Mas esse poema foi a Juh que fez e eu, fiz o desenho^^ ... Caso não esteja enxergando o poema acima é este:

HELENA

Por ela,
Que contra os medos lutou
Aceitou ser ignorado
E as lágrimas enxugou

Por ela,
Quis dar a vida
De qualquer forma
A vida perdeu

Sem sua bela voz
Nas tardes de domingo
Sem seu amor
Sem seu carinho

Um amor nascido
De um inocente sentimento
Doce Helena,
Que de seu coração
Tirou o tormento

Mas tormento
Que a vida devolveu
Um dia marcado
De angústia e dor

Um dia de morte!
Que fez a vida tirar
"A ti encontrei, Helena,
Minha doce menina."
Por Juliana S. de Souza