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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A Era moderna de rádio


A ERA DO RÁDIO já passou faz tempo. Mas mesmo assim, ainda me pego falando para alguém sobre uma música que ouvi na rádio ou alguma outra história parecida. Ainda nos apegamos a ele na hora do engarrafamento para saber as condições do trânsito, e naqueles momentos em que passava a Voz do Brasil e sentimos tédio ou para ouvir os lances de futebol na AM. Só que mesmo a anos da Era de ouro do rádio alguns programas radiofônicos valem muito a pena de serem ouvidos.

>> Disco Club - Rádio Sulamerica Paradiso 95,7 FM

Para quem gosta dos sucessos dos anos 70 e 80 vai amar esse programa. No comando dos DJ's André Werneck e Marcelo Maia, o programa traz as melhores músicas das discotecas, na versão original ou em maravilhosas remixagens.
Durante uma e outra música sempre tem uma pausa para contar uma curiosidade dos artistas. Os ouvintes também podem mandar a sua sugestão de música. Lembro-me de quando comecei a ouvir o programa: um casal havia mandado uma lista com as músicas que marcaram a juventude deles, nas discotecas.
Outro aspecto interessante é a comunidade do programa no orkut, que reúne os ouvintes. Durante o programa eles criam uma espécie de "pista de dança virtual" e aproveitam para pedir a sua música favorita. Quem quiser ainda pode baixar alguns podcasts e conferir outras informações no site da rádio.
Os DJ's já lançaram um CD e um DVD do programa, com os maiores hits da disco music. Eu já comprei o meu e recomendo como um presente de natal.
- Ouço todo sábado às 22h

>> Zeppelin e suas viagens musicais - Rádio Roquette Pinto 94,1 FM

A primeira vez que ouvi o programa foi há pouco tempo e tinha acabado de conhecer a cantora Stacey kent (foto ao lado). Em meio ao seu jazz tocando, fatos, histórias, curiosidades e um monte de outros fatos interessantes iam sendo narrados pelo Locutor com uma voz incomparável, André Zeppelin.
O foco do programa é contar a história da banda, desde a sua formação até o fim - de algumas - entrelaçando músicas selecionadas a dedo. Além disso outras curiosidades vão sendo narradas e até mesmo experiências do locutor em algum show.
E não há nenhuma exclusão de gênero não, todo e qualquer tipo de música já foi apresentada durante os cinco anos de programa (me pergunto o que fiz que ainda não conhecia). Já teve a ópera de Pavarotti e o Rock de Led Zeppelin.
No especial do Led Zeppelin eu escutei e amei. Já conhecia a banda antes, mas não era a mesma coisa. Pelo menos uma vez por dia tenho que ouvir Stairway to heaven e Going to California. Esse especial foi dividido em duas partes para que nenhum fato importante fosse esquecido. André Zeppelin narrava tudo com tanta felicidade, como só um verdadeiro fã o poderia fazer.
- Ouço todo domingos às 23h

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Um mob flash bem Glee


PODEM FALAR MUITAS coisas de Glee, menos que é clichê! Diferente dos outros musicais feitos em colégios americanos, ele não tem um mocinho bonzinho. E no seu repertório há regravações de canções antigas, como Bohemian Rhapisody do Queen, e novas, como Smile de Lily Allen. Sem esquecer de comentar sobre as danças e a linda voz dos atores. Mas vou aproveitar toda essa história para chegar a um pedido feito a alguns posts atrás, em um dos textos com o maior número de comentários que tive. Vou falar sobre FLASH MOB! A explicação sobre o que é isso está aqui. A postagem tem mais de um ano! E me desculpem, mas só agora pude retribuir o pedido!

Em um dos episódios do seriado, Artie sonha que consegue andar e encena uma coreografia em um shopping no estilo flash mob. Para mim foi uma das melhores apresentações que eles já fizeram até hoje. A música é Safety dance e já apareceu em outros seriados como Family Guy:


E é claro que os fãs entraram nessa onda e fizeram suas mobilizaçãoes como esta em Ohio, nos EUA. A música é Don´t Stop Belinvin', um dos sucessos da primeira parte da temporada:


E do outro lado do globo terrestre, uma mobilização em um shopping usou de fundo a música Mercy, também atração da primeira temporada; O local é Tel Aviv a capital de Israel.


E por fim, um dos mob's que tirou um pouco do sossego de quem passava pelas ruas de Dublin, Irlanda. Nesse vídeo eles usam recortes de algumas músicas da série.


Eu achei estes os mais divertidos vídeos porque que aconteceram em culturas diferentes. O interessante mesmo é ver a reação das pessoas quando isto aconteceu. Geralmente, só sabem que um mob flash vai acontecer apenas as pessoas envolvidas. E estão lá, todos fazendo suas atividades normais, quando um começa a dançar e depois uma multidão. E fica uma sensação estranha quando acaba, porque todos simplesmente se dispersam e fica aquele ar de interrogação no ar!

domingo, 26 de setembro de 2010

A explicação das plantas!


PODE PARECER estranho, mas assim como nós as plantas também tem hormônios que regulam suas funções. Um deles, o Etileno, explica alguns fenômenos cotidianos que ocorrem com elas:

- Aquela manga veio verde do mercado! Qual a receita para fazer amadurecer mais rápido? Faça um corte superficial e depois é só envolvê-la num papel. Deixe descansar por um tempo e ela estará madura! Isso ocorre porque o Etileno tem natureza gasosa e é o responsável pela senescência da fruta, ou seja, seu envelhecimento e seu amadurecimento. Ao fazer o corte o Etileno escapa de dentro da manga, mas como você a envolveu com papel, ele fica preso ao redor dela e acaba tornando o meio muito concentrado. Com isso o amadurecimento é bem mais rápido do que esperar que ela caia do pé.

- E quando aquela laranja estragou no cesto?! Você esqueceu de jogá-la fora e ela já contaminou todas as outras! Conforme o etileno vai sendo liberado, a planta vai envelhecendo. Ao apodrecer a laranja libera todo Etileno que estava concentrado. Conforme se expande no ar, o gás vai encontrando as outras laranjas que acabam ficando com uma concentração maior de Etileno, acelerando seu envelhecimento e apodrecendo como a primeira laranja.

- E um fato que já foi cotidiano. Quando as cidades eram iluminadas por lamparinas, as árvores que ficavam perto da iluminação perdiam suas folhas mais rápido que as outras. Isso aconteceu porque o Etileno também é liberado pela combustão de outros elementos, neste caso pela combustão de querosene. Com a expansão do gás, as folhas das árvores mais próximas acabavam recebendo mais Etileno e acelerando a senescência!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

[Cinema] Eu queria ser um monstro



O curta-metragem brasileiro "Eu queria ser um monstro" de Marão, foi exibido na 18° edição do Festival Anima Mundi. Eu assisti no Rio, junto com minha família e saímos de lá concordando em uma coisa: Aquele foi o melhor curta da exposição Infantil 3 - mas amamos todos os que vimos, mas o desfecho de "eu queria ser um monstro" é maravilhoso - Fiquei feliz em saber que o curta foi premiado nas categorias melhor curta-metragem infantil (2° lugar) e melhor curta-metragem brasileiro (1° lugar).

O filme conta a história de um menino, que fica chateado com todas aquelas "ordens" dos país, como tomar banho, comer direito e entre outros. A partir daí ele começa a desejar ser um monstro, já que monstros não precisam fazer nada disto! Mas a reviravolta do curta começa quando (...) Para saber só vendo o curta!

Acima tem um pequeno vídeo para resumir o filme. E abaixo alguns trechos do making-off.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Internet nas eleições


DURANTE AS ELEIÇÕES 2010 percebemos uma grande mudança: a inclusão da internet, não apenas como forma de campanha, mas também como forma de informação. Tudo isso para que a geração Y comece a se interessar mais pela política, afinal muitos deles já começam a votar esse ano. E para ter um voto consciente, deve se conhecer os candidatos e suas propostas. A revista Veja lançou em seu site alguns infonográficos muito úteis e interessantes que nos ajudam nesta conhecimento.

Ano passado, twitter foi utilizado por Barack Obama quando era candidato a presidência dos EUA, e este ano também está sendo usado pelos candidatos brasileiros. E para medir a popularidade e a repercussão do que os candidatos andam dizendo na rede social foi criado o twittômetro.

Uma outra ferramenta é o Teste Que candidato pensa como você?. Neste teste 20 perguntas são feitas, e abaixo aparecem 3 frases, cada uma de um candidato a presidência, mas sem dizer quem foi que falou o que. Você clica naquela que se parecer mais com você. E de acordo com suas respostas, um gráfico abaixo preenche com uma seta correspondente ao candidato que falou a sua opção marcada. Esta é uma boa maneira dos indecisos decidirem em quem votarão e para os outros, que já escolheram seus candidatos, serve como forma de ter mais certeza sobre o voto e fazer comparações sobre outras questões abordadas na pergunta.

A terceira ferramenta é mais informativa e mostra a Origem e Trajetória dos candidatos. Desde sua vida escolar até sua atual ascensão no campo da política, as histórias de cada um são contadas, o que é útil para conhecer a vida pessoal e partidária de cada um deles.

E para os que quiserem testar seus conhecimentos, tem um outro teste: Quanto você sabe sobre os candidatos a presidente?. É um teste onde você relaciona as alternativas aos candidatos, e a cada nova rodada é calculado sobre qual candidato você sabe mais e o quanto você sabe no geral. É muito interessante fazer o teste para os que visitaram o ifonográfico sobre a trajetória de cada candidato. E há ainda um ifonográfico que compara os patrimônios dos candidatos a presidente e a vice-presidente, e o orçamento de campanha, com tabelas e gráficos que comparam cada candidato.

sábado, 24 de julho de 2010

Economia concisa


UMA DAS CARACTERÍSTICAS de alguns jovens hodiernos é a expressão de suas idéias de forma bem sucinta. Para tanto, 140 caracteres são suficientes. Caso contrário é só ir matando o português aos poucos, numa economia de letras nas palavras, onde é mais comum ler ‘vc’ do que ‘você’.

Uma boa redação é construída com, no mínimo, 18 ou 20 linhas. Mas com todo o comodismo da economia de palavras virtual, escrever em tantas linhas assim é uma tarefa difícil. Os textos acabam tornando-se vagos demais e as idéias não são coerentes. Isso não vale só para uma redação de vestibular, mas também para um texto que é enviado a um amigo para dizer como foram as férias.

Essa brevidade é vista também nos hábitos de leitura. Os que se acostumam a serem sucintos demais acabam caindo no senso comum de que: ler é chato. Aliás, pra quê Cervantes precisava de mais de 300 páginas para escrever a história do delirante Dom Quixote? É exaustivo ler porque se tornou exaustivo escrever bem, falar bem. A leitura cumpria o papel de servir como fonte de conhecimento de novas palavras, uma forma de melhorar a escrita, mas daí ela é deixada de lado e é ignorada por não ser lacônica e acaba não cumprindo o seu papel.

Perde-se o hábito de escrever bem, de ler e também de interpretar. Até mesmo a história de Macabeia, que tem poucas páginas, é chata por que tem que ser pensada, interpretada. Daí ser sucinto não vale só pela quantidade de palavras usadas, mas também pela quantidade de informações, de pensamentos que serão expressos. Se não há a constante interpretação, há a falta de senso crítico, que é adquirido assim, lendo e interpretando. As opiniões ou se tornam inexistentes ou são vagas demais.

A forma de mudar toda essa cultura é simples. Ganhe um dicionário e perca a preguiça de usar ele. Quando você achar que aquele adjetivo é grande demais para escrever, procure no dicionário seus sinônimos. Isso auxiliará também no conhecimento de novas palavras. Tente evitar ser sucinto em tudo e expresse as suas idéias mais recheadas de conhecimentos, mas não deixe que ela fique desnecessariamente longa.

Esqueça o incrível pensamento de que ler é chato. Julian Carax, personagem de A sombra do vento, disse ao seu amigo Jorge que você acha de uma leitura aquilo que na verdade você é. Acho que ele quis dizer algo como: aqui o chato é você. Pois é! Não queiram ser assim, nem todos os livros vão agradar você. Já que estamos tão acostumados com o mundo virtual, use a internet para pesquisar sobre livros que tenham histórias que você gosta. Se você já perdeu o hábito da leitura, comece por colunas de jornais e vá aumentando gradativamente até conseguir ler um clássico da literatura persa ou portuguesa.

Economizar às vezes é bom. Realmente certas coisas não precisam ser alongadas. Mas só certas coisas. Economizar em conhecimento não faz bem. E por mais que se diga que ler é preciso para isso ou para aquilo, a atitude de mudança começa por nós, quando optamos por nos tornar mais sábios deixando de ser assassinos da nobre língua portuguesa.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Feliz aniversário


E há exatos dois anos atrás, era lançada as primeiras folhas do blog...
Para comemorar, um bolo nerd do Mario! Enfim, mesmo sem ter tido tempo de postar estou feliz por todos esses quase trezentos comentários, quase cem postagens, pouco mais do que 4950 visitas e aos 33 seguidores!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

As evoluções de Alice

Antes da versão de Tim Burton de “Alice no país das maravilhas” e de “Alice do outro lado do espelho”, ambos escritos por Lewis Carroll, já haviam ganhado outras adaptações para o cinema e a TV. A primeira delas é da data de 1903 e foi filmada apenas 37 anos após a primeira edição da obra. Com sua duração original de 12 minutos, apenas 8 deles conseguiram ser restaurados pelo Arquivo Nacional Britânico. Com a direção de Cecil Hepworth e Percy Stow, reforma o formato tradicional do cinema ‘explicativo’ e passa a ter um roteiro feito em ordem mais cronológica. E para entender um pouco desse roteiro o público precisava saber um pouco de como era a obra.

Em 1951 os estúdios Disney criaram a sua versão, a mais conhecida antes da atual.


A segunda versão também é da Inglaterra e produzido para uma série de TV chamada de The Wednesday Play” (1964-1970) produzida pela BBC. Com direção de Jonathan Miller, o filme ganha uma versão de filme de suspense. Feita em preto em branco no ano de 1966.

Em 1972 foi produzido, em Hollywood, o musical com direção de Willian Sterling


Em 1983 foi feita a versão japonesa pela Nippon Animations. Com 56 episódios as histórias tem um diferencial, Alice volta para casa em cada um deles.

E em 2010, chega a versão mais tecnológia. Produzido por Tim Burton, conta com atores conhecidos como Jhonny Deep e Anne Hataway. Feita em 3D alcançou milhões na bilheteria pelo mundo e hoje é a mais conhecida.

As versões de Alice permitem ver como o cinema tem se transformado, não apenas baseando-se na sua tecnologia, mas na própria forma de compor um roteiro, de vestir o personagens, nos artificios usados para criar efeitos visuais e até mesmo na repercursão que o filme causou na época. Todos eles transmitem alguma peculiariedade de seu tempo e intercalá-se entre os que foram feitos para adultos, outros para crianças e outros buscavam um caminho que agradasse os dois. E é claro, para cada tempo novas edições, ilustradas ou não, foram sendo editadas como livros.

Para conhecer mais e assistir a estas e outras versoes, acesse: Obrigado pelos peixes