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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Entrevista com Karoline Gregório


Tema: Literatura e música.

Bom, sempre quis que no meu blog tivesse um espaço para conhecer as pessoas e não apenas os temas. Então uma amiga minha, a Karol, foi a primeira a me conceder uma entrevista básica =]


Como você vê a literatura e a música da atualidade? A literatura, eu consigo encarar ainda como coisas boas , porque vários livros de qualidade ainda estão sendo lançados. Mas quanto a música, tá cada dia pior, letras muito vulgares, sem pudor horríveis, [/detesto funk] as pessoas não valorizam mais as músicas com letra de qualidade, só essas idiotinhas que aparecem.

O que você tem lido ultimamente? Os livros que a Shirlane (professora de literatura) manda (risos). E também, comecei a ler Dom Casmurro, e quando acabar vou ler o livro que ganhei há meses atrás e até hoje não li a menina que roubava livros.

Dos livros, revistas e outros textos destinados ao público jovem, na sua faixa etária, você acha o quê deles? Olha, eu gosto muito de ler revistas tipo, capricho *o*, mas , falando pelo lado de instrução, não serve pra nada. A não ser dizer o que tá na moda e poder conferir mais fotos do Pattinson ² . Eu acho que podia ser criada uma revista instrutiva e que ao mesmo tempo fornecesse diversão para os jovens, EU VOU CRIÁ-LA.

A quê você atribui a influência em seus gostos musicais e literários? A todos que estão perto de mim. Porque eu tenho tipos de coisas que eu não gosto em músicas, e por isso, nem procuro ouvir algumas. Quanto a textos, eu peço opinião de amigos, que sempre me indicam uns bons.

Como um livro deve ser para ser bom? Um livro que tenha uma história boa e que não seja chata, a linguagem seja simples. Os personagens não sejam tão planos, sabe?! [/aula da Shirlane de novo] (risos).

Qual musica você considera como sendo ideal? Românticaaas e que representem o momento que eu to passando. Agora, é a entreolhares – Ana Carolina e john legend umas semanas atrás , era you belong with me.

Dica de livro: A cabana [/se alguém quiser me dar de presente, estou à disposição] e Memórias póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis).


Karoline Gregório tem 16 anos e é uma futura jornalista :D

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Entendo Franz Kafka - Parte II


Como prometido, vamos analisar a obra de Kafka a partir de sua vida.
Por mais que isto possa ser ignorado, acredito que a vida, e principalmente as experiências vindas dela, podem influenciar toda uma criação literária, musial ou artística. Com Kafka não foi diferente.

Nascido em 1883 na cidade de Praga (capital da República Tcheca), Kafka foi filho de um abastado comerciante judeu e teve a influência de três culturas: judaica, tcheca e alemã. Formou-se em direito e participou da "Escola de Praga", um movimento de alicerce realista, com inclinação à metafísica e síntese entre a racional lucidez e o forte traço irônico, que estão presentes nas obras de Kafka.

Durante sua vida, Kafka nunca conseguiu atingir grande fama com seus livros, porém, algum tempo depois de sua morte em 1924, aos 41 anos de idade, em um sanatório perto de Viena, onde enterna-se por causa de sua tuberculose, sua obra literária estava antigindo enorme influência sobre as pessoas, passando a ser cultuado por leitores de quase todo o planeta.

Este é um resumo da vida de Kafka que apresentamos agora. Em uma postagem futura, trataremos da influência de sua vida na sua obra e comentaremos sobre o livro "O processo". Aos leitores que leram este post e o antecedente (clique aqui se você não leu), digo que vocês já estão prontos para ler e entender a obra.

As obras mais famosas foram escritas entre 1913 e 1921: A metamorfose, O processo, O castelo, O foguista, A sentença e o Artista da fome.

¹ Foto de Kafka aos seis anos - da internet
² Fonte de pesquisa: Folha Online e Online.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Às mulheres que mudaram o mundo!


Sim! A todas elas dedico esta sequencia de postagens. Há anos temos lutado para conquistar nossos direitos e sermos tratadas de forma digna. Essas mudanças acontecem gradativamente, desde Joana D'arc. e tantas outras da antiguidade até chegarmos a Evita Perón e tantas outras anônimas que ainda lutam nos dias de hoje.
Lutar por mudanças, principalmente na forma de pensar, não foi fácil! Quero começar a falar no assunto com esta pequena introdução e também falar um pouco da imagem acima.
TRADUÇÃO: Nós podemos fazer isto.
O contexto da imagem é o contexto da segunda guerra mundial, onde as grandes potências estavam lutando entre si, dentre elas, temos os EUA e a questão do capitalismo VS Socialismo. Houve um grande número de soldados estadunidenses partindo para os campos de batalha, entre esses soldados temos pessoas simples. Para conseguir reunir este contingente, o governo cria propagandas que incentivem o alistamento e que ajudem a moldar o pensamento de racionamento de alimentos para a guerra.
Muitos dos soldados voltaram feridos e muitas mulheres ficaram sem seus maridos. Com a população reduzida, o governo precisa contar com a força de trabalho das mulheres, e as convoca para o trabalho. Geralmente como enfermeiras, as mulheres também foram convocadas por propagandas que incentivavam a capacidade delas em fazer algo para ajudar a nação. Agora sim elas puderam finalmente ser valorizadas. As mulheres foram muito importantes neste período da história, foram elas que ajudaram de muitas formas, esses país durante e depois da guerra.
Depois disto há outras revoluções feministas que procurar mudar suas vestimentas, mas isso é numa próxima oportunidade, quando falaremos de Coco Chanel. Fica a dica de filme do Mussarela Simples para filmes sobre o assunto: Memórias de uma Gueixa, Lanternas Vermelhas e Coco antes de Chanel (com estreia ainda marcada para as próximas semanas).

Entitulo este marcador como Diamantes.

¹Bibliografia: google e sistema positivo digital (2007)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Simples e Tito - Parte II

Parte I


Eu nunca ganhei meu primeiro videogame como os outros meninos. Isso foi traumático. E mesmo agora, 12 anos mais tarde, conto isto a vocês com imenso pesar na memória. O comercial passou e não tardei a pedir um a meu pai. Pedir não seria quase como ordenar. Eu não era de fazer pirraça, mas desta vez eu fiz. Era uma chance de me tornar bom em alguma coisa e recuperar meus amigos (não que eu os tenha perdido). E como todo pai fala, ele disse que iria perguntar a minha mãe. E como toda mãe fala, eu só iria ganhar se me comportasse.

É tão difícil cumprir ordens! Enfim voltei à vida em sociedade e fui comer mais algumas amoras para refrescar o cérebro. Depois, passei à casa de Jordânia, minha melhor amiga, e sentamos nos beirais da varanda a conversar horas a fio. Já estava de tarde e minha mãe foi me chamar. Despedi-me de Jordânia e corri para casa. Mamãe ia sair e deixaria minha irmã e eu aos cuidados de Tia Perpetua.

As ordens me foram claras. Posso simplificá-las como sendo: Não faça nada que você faria normalmente e, sobretudo, não mecha com o cachorro. Mas não adiantou, se passaram 20 segundos e eu estava entediado. Os meus amigos tinham saído. Jordânia e Ana Júlia estavam estudando junto de Tia Perpétua, e eu estava ‘sozinho’. Mas nada que um bom e novo amigo canino.

O nosso cachorro não era bem nosso, uma amiga da minha mãe estava viajando e deixou-o lá em casa. Fui até a garagem onde ele estava gentilmente hospedado e abri a porta. O cachorro estava dormindo, mas eu não. Cheguei bem perto dele, mas decidi o deixar em paz quando achei minha bola de basquete. Para pegá-la, precisava passar pelo cachorro. Com todo o cuidado do mundo, dei um pulinho sobre Bob (é, era o nome do cão), mas na volta, o pé esbarrou nele. E eu cai! A bola também e bateu na cabeça de Bob.

Eu corri, corri como vocês não imaginam. Tive a nítida impressão de tratar-se de um urso e não de um cachorro! Subi numa das árvores lá de casa, que até hoje, não sei quais frutos davam. Fiquei ali por horas ouvindo Bob latir. Estava anoitecendo, ele cansou-se e foi dormir de novo. Fiquei tranquilizado até notar que eu não sabia descer e estava escurecendo. Mas eu gritei. Gritei bastante. Tia Perpétua também me gritou bastante. Mas não ouvíamos um ao outro.

Mamãe chegou com o videogame e uma bronca. Eu consegui descer de modo mágico, mas que me rendeu uns arranhões estranhos. Fiquei nervoso quando soube que só iria poder brincar com o videogame no outro dia, então fui ver TV. Eu estava com muita raiva, liguei a TV em qualquer buraco e ela queimou! Resultado: Quem ganhou o meu primeiro videogame foi meu primo Pedro, o injustiçado de todas as histórias que chorou tanto por isto. O próximo só apareceu quando eu tinha 8 anos, e ainda era o modelo antigo.