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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Internet nas eleições


DURANTE AS ELEIÇÕES 2010 percebemos uma grande mudança: a inclusão da internet, não apenas como forma de campanha, mas também como forma de informação. Tudo isso para que a geração Y comece a se interessar mais pela política, afinal muitos deles já começam a votar esse ano. E para ter um voto consciente, deve se conhecer os candidatos e suas propostas. A revista Veja lançou em seu site alguns infonográficos muito úteis e interessantes que nos ajudam nesta conhecimento.

Ano passado, twitter foi utilizado por Barack Obama quando era candidato a presidência dos EUA, e este ano também está sendo usado pelos candidatos brasileiros. E para medir a popularidade e a repercussão do que os candidatos andam dizendo na rede social foi criado o twittômetro.

Uma outra ferramenta é o Teste Que candidato pensa como você?. Neste teste 20 perguntas são feitas, e abaixo aparecem 3 frases, cada uma de um candidato a presidência, mas sem dizer quem foi que falou o que. Você clica naquela que se parecer mais com você. E de acordo com suas respostas, um gráfico abaixo preenche com uma seta correspondente ao candidato que falou a sua opção marcada. Esta é uma boa maneira dos indecisos decidirem em quem votarão e para os outros, que já escolheram seus candidatos, serve como forma de ter mais certeza sobre o voto e fazer comparações sobre outras questões abordadas na pergunta.

A terceira ferramenta é mais informativa e mostra a Origem e Trajetória dos candidatos. Desde sua vida escolar até sua atual ascensão no campo da política, as histórias de cada um são contadas, o que é útil para conhecer a vida pessoal e partidária de cada um deles.

E para os que quiserem testar seus conhecimentos, tem um outro teste: Quanto você sabe sobre os candidatos a presidente?. É um teste onde você relaciona as alternativas aos candidatos, e a cada nova rodada é calculado sobre qual candidato você sabe mais e o quanto você sabe no geral. É muito interessante fazer o teste para os que visitaram o ifonográfico sobre a trajetória de cada candidato. E há ainda um ifonográfico que compara os patrimônios dos candidatos a presidente e a vice-presidente, e o orçamento de campanha, com tabelas e gráficos que comparam cada candidato.

sábado, 24 de julho de 2010

Economia concisa


UMA DAS CARACTERÍSTICAS de alguns jovens hodiernos é a expressão de suas idéias de forma bem sucinta. Para tanto, 140 caracteres são suficientes. Caso contrário é só ir matando o português aos poucos, numa economia de letras nas palavras, onde é mais comum ler ‘vc’ do que ‘você’.

Uma boa redação é construída com, no mínimo, 18 ou 20 linhas. Mas com todo o comodismo da economia de palavras virtual, escrever em tantas linhas assim é uma tarefa difícil. Os textos acabam tornando-se vagos demais e as idéias não são coerentes. Isso não vale só para uma redação de vestibular, mas também para um texto que é enviado a um amigo para dizer como foram as férias.

Essa brevidade é vista também nos hábitos de leitura. Os que se acostumam a serem sucintos demais acabam caindo no senso comum de que: ler é chato. Aliás, pra quê Cervantes precisava de mais de 300 páginas para escrever a história do delirante Dom Quixote? É exaustivo ler porque se tornou exaustivo escrever bem, falar bem. A leitura cumpria o papel de servir como fonte de conhecimento de novas palavras, uma forma de melhorar a escrita, mas daí ela é deixada de lado e é ignorada por não ser lacônica e acaba não cumprindo o seu papel.

Perde-se o hábito de escrever bem, de ler e também de interpretar. Até mesmo a história de Macabeia, que tem poucas páginas, é chata por que tem que ser pensada, interpretada. Daí ser sucinto não vale só pela quantidade de palavras usadas, mas também pela quantidade de informações, de pensamentos que serão expressos. Se não há a constante interpretação, há a falta de senso crítico, que é adquirido assim, lendo e interpretando. As opiniões ou se tornam inexistentes ou são vagas demais.

A forma de mudar toda essa cultura é simples. Ganhe um dicionário e perca a preguiça de usar ele. Quando você achar que aquele adjetivo é grande demais para escrever, procure no dicionário seus sinônimos. Isso auxiliará também no conhecimento de novas palavras. Tente evitar ser sucinto em tudo e expresse as suas idéias mais recheadas de conhecimentos, mas não deixe que ela fique desnecessariamente longa.

Esqueça o incrível pensamento de que ler é chato. Julian Carax, personagem de A sombra do vento, disse ao seu amigo Jorge que você acha de uma leitura aquilo que na verdade você é. Acho que ele quis dizer algo como: aqui o chato é você. Pois é! Não queiram ser assim, nem todos os livros vão agradar você. Já que estamos tão acostumados com o mundo virtual, use a internet para pesquisar sobre livros que tenham histórias que você gosta. Se você já perdeu o hábito da leitura, comece por colunas de jornais e vá aumentando gradativamente até conseguir ler um clássico da literatura persa ou portuguesa.

Economizar às vezes é bom. Realmente certas coisas não precisam ser alongadas. Mas só certas coisas. Economizar em conhecimento não faz bem. E por mais que se diga que ler é preciso para isso ou para aquilo, a atitude de mudança começa por nós, quando optamos por nos tornar mais sábios deixando de ser assassinos da nobre língua portuguesa.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Feliz aniversário


E há exatos dois anos atrás, era lançada as primeiras folhas do blog...
Para comemorar, um bolo nerd do Mario! Enfim, mesmo sem ter tido tempo de postar estou feliz por todos esses quase trezentos comentários, quase cem postagens, pouco mais do que 4950 visitas e aos 33 seguidores!