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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A vida nos anos 70


Quem viveu nos anos setenta vai se lembrar de como era, mas quem não viveu, como eu, também irá gostar da série. Eric, Donna, Fez, Michael, Jackie e Steve são adolescentes que vivem nos anos setenta. A série de comédia conta com um figurino e comportamento tais como o da época. Calças boca de sino, discotecas e muito mais.

Sou um pouco suspeita para falar, já que é uma das minhas séries favoritas. Quem quiser saber sobre horários é só acessar o Site Oficial;

Hoje o episódio foi sobre a moda do Star Wars, sucesso daquela época. Entre outras coisas a trilha sonora também é impecável: Abba (com Fernando), Led Zeppelin, Ac/Dc, e quem não se lembra de Slown down, take easy. Pois é, muitas das coisas dos jovens daquela época eu ainda conheço.

Infelizmente a série só teve oito temporadas, que já estão disponíveis em DVD e são um ótimo presente de natal. Ashton Kutcher também está na série e faz o papel de Michael Kelso. Bom, um episódio da série contando como eles se conheceram segue abaixo, mas só uma parte dele:

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Natureza humana: Violência ou paz?




ESTE É UM TEXTO que fiz sobre o tema: "Natureza humana: Violência ou paz?", para parte de um trabalho. Confesso que não gostei dele, pois o limite de linha era apenas 15 e fiquei com medo de que minha opinião pudesse cair no senso comum. Porém, é um tema que quero completar depois. Já que eu não gostei, tenho que dizer que o motivo da postagem são vários, dentre eles a enorme necessidade que se tem de pensar sobre, e também porque as pessoas gostaram, mais até do que o texto que considero como "obra prima" (EXAGERO) de minha autoria. Enfim... segue abaixo:

Várias são as ciências que tentam entender a natureza humana, já que ela é tão contraditória e confusa, mas ao mesmo tempo nos ajuda a entender a nossa própria essência. E em sua maioria elas afirmam no homem como um ser violento.

Em filosofia, vemos Karl Marx dizer que “homem é produto do meio”, já para os teólogos temos que “como está escrito: não há justo, nem um sequer” (Rm 3: 10). Aliados a essas duas correntes temos os fatos atuais, onde há a morte de inocentes, controle dos traficantes exercido sobre as pessoas, estupros, assaltos e tantas outras coisas que confirmam a nossa natureza violenta.
Ou seja, o homem deixou de agir apenas pelos seus instintos, de ser violento apenas para defender-se, e passou a agir segundo as suas ambições. Não há motivo para matar alguém ou até mesmo fazer algum tipo de violência. Logo, a solução para alcançar a paz será a de negar a própria natureza.

E tudo isto se deve ao fato de vivermos num mundo onde as pessoas querem se sobressair umas às outras, já que parece ser essa a forma de sobreviver na sociedade. E passam a ser violentas para atender aos seus desejos. Deixou de existir limites para a violência dentro de nós. Somos movidos por ela quando temos instintos de vingança, inveja, orgulho, mentira e ciúme, sentimentos tão naturais e tão perigosos.

Bons dias a vocês, senhores e senhoritas :D

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O Livreiro e as mulheres afegãs


Não comprei o livro por acaso, não é o tipo que eu costumo comprar. Outras pessoas já tinham me indicado, mas foi depois de uma aula de história que eu o comprei. O professor fez uma recapitulação da matéria, coisa normal, e sem entender como, começamos uma discussão sobre os direitos que as mulheres vêm conseguindo com o passar do tempo. Para tanto nos foi indicado dois livros e um filme: Lanternas vermelhas e memórias de uma gueixa (para tratar da cultura chinesa) e O livreiro de Cabul (sobre a cultura afegã).

A partir daí dá-se o início de minha leitura. O que era para ser um texto jornalístico é transformado em romance. Asne Seierstad, jornalista norueguesa que estava no Afeganistão para cobrir a guerra, convive durante três meses com a família de Sultan Khan, o livreiro de Cabul.

A história é escrita intercalando fatos que ocorreram na família com fatos históricos do país. No ponto de vista em que o livro foi passado, vimos como a cultura deles consegue ser tão divergente da nossa. Apesar de ser um país onde as mulheres ainda tem que andar de burca, há alguns direitos que elas já conquistaram, mas mesmo assim ainda estão submetidas a outros ainda não conquistados.

O livro também mudou alguns tipos de pensamentos meus sobre temas como a educação. Pensei se é certo que ter uma boa educação, um conhecimento mais abrangente do mundo, realmente faz a diferença. Sultan Khan conhecia bem a cultura persa e ocidental e quando jovem formou-se em engenharia. Mas isto não o fez desligar-se totalmente de seus costumes e, pelo meu olhar de ‘cidadã ocidental’ continuou sendo arrogante e ignorante quando o assunto eram as mulheres de sua família.

Realmente, a intenção de nos fazer parar de reclamar sobre a nossa vida brasileira deu certo. Vi como é diferente o Brasil em relação aos costumes e percebi como foi e como é difícil a luta de tantas mulheres por dignidade e respeito. Tornou-se para mim uma leitura indispensável. Peço que não o leiam como uma simples história, mas analisem bem o que é contado ali. Vejam não só a situação das mulheres em relação à nossa, que vivemos no Brasil, mas perceba também os costumes e tradições de cada um. Tente não olhar tudo de modo "ocidental", o que pode acarretar em muitas críticas ao livro :D

¹ Foto do livro da internet