A procura da resposta para um ignorante pensamento amargo
Um dia estava tentando entender o poder de um pensamento amargo. Mas apenas pensei e tentei o entender. Depois esqueci e achei que o que fazia um absurdo e voltei a escrever minhas cartas. Aquelas cartas me distraiam por um tempo, mas depois retornavam as mesmas idéias. Não entendia o porquê de tanto questionamento que eu comecei a fazer sobre o "poder" de um pensamento amargo. As cartas estavam começavam de um jeito e terminavam de outro. Não mais consegui concentrar-me. Fui para a sala e tentei tocar piano. Refleti sobre aquela harmoniosa música por um tempo e pensei: Como tão amargos pensamentos poderiam atrapalhar aquela melodiosa música.
Andei de um lado para o outro no jardim e o mesmo pensamento não me saia da cabeça. Tente analisar a mim mesmo e vi que essa insistência em tentar descobrir verdades por trás de pensamentos e idéias poderia deixar-me um pouco mal. Quando me deitei para descansar um pouco refleti sobre os últimos dias. E de tudo que me ocorrera. Vi que quando pensamos algo amargo, às vezes mesmo sem querer, acabamos deixando que ele saia e entre no coração de uma pessoa.
Antes o que era um pensamento amargo acaba ganhando forças e saindo de nós. E quando percebemos que eles saíram, vemos que já está sobre o domínio de outra pessoa. E aquele pensamento havia se transformado em fala. E esta fala feriu alguém. E o que eu deveria fazer para mudar o meu eu e parar de ter pensamentos tão amargos a ponto de ferir alguém ou a mim mesmo? Talvez a solução fosse ver o mundo e as pessoas de uma forma diferente e entender cada detalhe delas.
E perceber que todas são iguais a mim. E que o pensamento amargo dirigido a uma pessoa, antes ele veio de mim. E retornará a mim. E o porquê eu não sei. Minhas lógicas sem sentidos tentando explicar fatos mais uma vez. E é mais uma página do meu diário que se vai, procurando entender meu mundo. E nada mais.
Diário de Rosas Brancas, por SS Bardot.
Nenhum comentário:
Postar um comentário