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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O Livreiro e as mulheres afegãs


Não comprei o livro por acaso, não é o tipo que eu costumo comprar. Outras pessoas já tinham me indicado, mas foi depois de uma aula de história que eu o comprei. O professor fez uma recapitulação da matéria, coisa normal, e sem entender como, começamos uma discussão sobre os direitos que as mulheres vêm conseguindo com o passar do tempo. Para tanto nos foi indicado dois livros e um filme: Lanternas vermelhas e memórias de uma gueixa (para tratar da cultura chinesa) e O livreiro de Cabul (sobre a cultura afegã).

A partir daí dá-se o início de minha leitura. O que era para ser um texto jornalístico é transformado em romance. Asne Seierstad, jornalista norueguesa que estava no Afeganistão para cobrir a guerra, convive durante três meses com a família de Sultan Khan, o livreiro de Cabul.

A história é escrita intercalando fatos que ocorreram na família com fatos históricos do país. No ponto de vista em que o livro foi passado, vimos como a cultura deles consegue ser tão divergente da nossa. Apesar de ser um país onde as mulheres ainda tem que andar de burca, há alguns direitos que elas já conquistaram, mas mesmo assim ainda estão submetidas a outros ainda não conquistados.

O livro também mudou alguns tipos de pensamentos meus sobre temas como a educação. Pensei se é certo que ter uma boa educação, um conhecimento mais abrangente do mundo, realmente faz a diferença. Sultan Khan conhecia bem a cultura persa e ocidental e quando jovem formou-se em engenharia. Mas isto não o fez desligar-se totalmente de seus costumes e, pelo meu olhar de ‘cidadã ocidental’ continuou sendo arrogante e ignorante quando o assunto eram as mulheres de sua família.

Realmente, a intenção de nos fazer parar de reclamar sobre a nossa vida brasileira deu certo. Vi como é diferente o Brasil em relação aos costumes e percebi como foi e como é difícil a luta de tantas mulheres por dignidade e respeito. Tornou-se para mim uma leitura indispensável. Peço que não o leiam como uma simples história, mas analisem bem o que é contado ali. Vejam não só a situação das mulheres em relação à nossa, que vivemos no Brasil, mas perceba também os costumes e tradições de cada um. Tente não olhar tudo de modo "ocidental", o que pode acarretar em muitas críticas ao livro :D

¹ Foto do livro da internet

2 comentários:

Antonio Vasconcelos disse...

Fiquei com vontade de ler o livro :|

Nando! disse...

Fiquei com vontade de ler o livro :| [2]