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sábado, 29 de janeiro de 2011

O novo jeito para assistir 'O Clone'


POIS É, JÁ SÃO DEZ ANOS desde que eu via todas as noites a novela 'O Clone'. Lembrava com saudade daquela que eu considero a melhor novela que eu já vi até agora, e duvido muito que outra ocupe esse primeiro lugar. Com apenas sete anos eu achava apenas lindo e interessante toda aquela cultura nova, a paisagem de Marrocos e as casas. Mas todo esse tempo depois, percebo que ela foi bem mais longe que isso.

Aproveitando a reprise (que eu também não perco) vi mais um exemplo do meu argumento usado em uma redação sobre telenovelas que fiz: nem todas elas são alienantes. Já no primeiro episódio há um breve diálogo sobre ética na clonagem, depois a história da cultura milenar islâmica, e a trama das personagens mulçumanas tão agarradas a sua cultura, e os ocidentais que acham tudo tão estranho. O que eu quero dizer é que a novela permitiu o conhecimento de uma cultura que estava tão longe para muitos brasileiros.

Um meio de comunicação que dialoga com pelo menos 29 milhões de pessoas no horário nobre, não faz questão apenas de divertir. Por mais sutil que a tarefa de informar possa parecer basta pensar nas estatísticas recentes sobre o desenvolvimento do país. Desses quase trinta milhões, uma porcentagem é de analfabetos (que não podem ler um livro como ‘A cidade do sol’), outras são daqueles que não puderam assistir à exposição do Islã no CCBB, outros não tiveram como ou quando estudá-la, outros não podem se dar ao prazer de viajar ao Marrocos, outras pessoas não ouviram falar, e muitas outras pessoas tem muitas outras razões para assistir à novela. E ela conseguiu passar para todos eles uma cultura tão rica e interessante.

A novela é simplesmente fantástica (como todas as novelas da Glória Perez tem sido). Isso sem falar na diversão que o elenco de São Cristovão trazia criando bordões como “Não é brinquedo não” e “Cada mergulho é um flash”. E na rua o que se ouvia era isso, sem contar na moda que as pessoas também imitavam. Pelo menos na escola onde eu estudava, todas as meninas usavam aquelas pulseiras que eram ligadas num anel (desculpem mais eu não lembro o nome, acho que chamávamos apenas de “pulseira da Jade”). E ainda tinha aquela “você vai queimar no mármore do inferno”, uns oito anos mais tarde nas aulas de química questionamos essa frase, até porque o mármore é frio. E o que falar na febre das aulas de dança do ventre?!

Muitas pessoas ainda lembram de como é boa essa novela, e todos queriam ver de novo. Com a estréia do Canal Viva, até me animei que ela pudesse ser reprisada, mas nem precisou porque tempos depois já estavam anunciando que o ‘Vale a pena ver de novo’ iria exibir. “Até que enfim vai passar 'O Clone'” ouvi alguns falarem enquanto lembravam-se da história da novela, e terminavam o diálogo com a frase “Quero conhecer Marrocos um dia”.

E o debate sobre clonagem que se seguiu depois? Imagino para as turmas de pré-vestibular como deve ter sido. Sem falar no caso da Mel, que era viciada em drogas. E tem também a questão das mulheres no Islã, que se vestem de uma forma diferente devido ao regime teocrático do país. E tem também tantas e tantas outras coisas que ela falou. Mas eu não quero falar muito para não estragar a surpresa de quem não lembra ou de quem não viu ainda. A novela está na terceira semana de exibição, mas quem quiser, ainda dá para acompanhar!

Ilustrações retiradas em pesquisa no Google, os links são: Jade na capa do CD da trilha sonora; Soraide e Jade em cena da novela; Jade e Lucas no Marrocos.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

[Cinema] Eu queria ser um monstro



O curta-metragem brasileiro "Eu queria ser um monstro" de Marão, foi exibido na 18° edição do Festival Anima Mundi. Eu assisti no Rio, junto com minha família e saímos de lá concordando em uma coisa: Aquele foi o melhor curta da exposição Infantil 3 - mas amamos todos os que vimos, mas o desfecho de "eu queria ser um monstro" é maravilhoso - Fiquei feliz em saber que o curta foi premiado nas categorias melhor curta-metragem infantil (2° lugar) e melhor curta-metragem brasileiro (1° lugar).

O filme conta a história de um menino, que fica chateado com todas aquelas "ordens" dos país, como tomar banho, comer direito e entre outros. A partir daí ele começa a desejar ser um monstro, já que monstros não precisam fazer nada disto! Mas a reviravolta do curta começa quando (...) Para saber só vendo o curta!

Acima tem um pequeno vídeo para resumir o filme. E abaixo alguns trechos do making-off.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

As evoluções de Alice

Antes da versão de Tim Burton de “Alice no país das maravilhas” e de “Alice do outro lado do espelho”, ambos escritos por Lewis Carroll, já haviam ganhado outras adaptações para o cinema e a TV. A primeira delas é da data de 1903 e foi filmada apenas 37 anos após a primeira edição da obra. Com sua duração original de 12 minutos, apenas 8 deles conseguiram ser restaurados pelo Arquivo Nacional Britânico. Com a direção de Cecil Hepworth e Percy Stow, reforma o formato tradicional do cinema ‘explicativo’ e passa a ter um roteiro feito em ordem mais cronológica. E para entender um pouco desse roteiro o público precisava saber um pouco de como era a obra.

Em 1951 os estúdios Disney criaram a sua versão, a mais conhecida antes da atual.


A segunda versão também é da Inglaterra e produzido para uma série de TV chamada de The Wednesday Play” (1964-1970) produzida pela BBC. Com direção de Jonathan Miller, o filme ganha uma versão de filme de suspense. Feita em preto em branco no ano de 1966.

Em 1972 foi produzido, em Hollywood, o musical com direção de Willian Sterling


Em 1983 foi feita a versão japonesa pela Nippon Animations. Com 56 episódios as histórias tem um diferencial, Alice volta para casa em cada um deles.

E em 2010, chega a versão mais tecnológia. Produzido por Tim Burton, conta com atores conhecidos como Jhonny Deep e Anne Hataway. Feita em 3D alcançou milhões na bilheteria pelo mundo e hoje é a mais conhecida.

As versões de Alice permitem ver como o cinema tem se transformado, não apenas baseando-se na sua tecnologia, mas na própria forma de compor um roteiro, de vestir o personagens, nos artificios usados para criar efeitos visuais e até mesmo na repercursão que o filme causou na época. Todos eles transmitem alguma peculiariedade de seu tempo e intercalá-se entre os que foram feitos para adultos, outros para crianças e outros buscavam um caminho que agradasse os dois. E é claro, para cada tempo novas edições, ilustradas ou não, foram sendo editadas como livros.

Para conhecer mais e assistir a estas e outras versoes, acesse: Obrigado pelos peixes